Com o avanço de propostas de interesse do governo no Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta nas pautas positivas para se distanciar da crise que atingiu o Supremo Tribunal Federal (STF) após a divulgação do relatório da Polícia Federal (PF) que aponta a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Desde que os diálogos vieram a público, o petista tem evitado declarações sobre o tema para reduzir desgastes. Ainda assim, entre terça-feira (1º/9) e quarta-feira (2/9), Lula manteve conversas, separadamente, com o presidente do STF, Edson Fachin, os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Como noticiou o Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, o chefe do Executivo tem se mostrado preocupado com o rompimento entre Andrei e Mendonça, relator do inquérito do Banco Master. Lula teme o isolamento do diretor-geral da PF, que se distanciou do ministro da Justiça, Wellington Silva, e do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias.
Nas conversas individuais, Lula teria afirmado que não é de seu interesse alimentar a crise e que seu objetivo é ajudar a pacificar o ambiente.
Aliados defendem que o presidente mantenha distância do caso. Embora Lula não esteja envolvido no episódio, a avaliação é de que há tendência de associar Moraes ao governo, o que pode respingar na campanha de reeleição em andamento.
Diante desse cenário, o presidente indicou a aliados que manterá distância calculada do caso pelo maior tempo possível. Se for questionado, defenderá a pacificação, mas sem fazer defesa explícita do ministro.
(Metrópoles)



