Pirarucu de 99 kg e 1,87 metro morre em lagoa do Ceará com canga de crochê presa à boca

Peixe foi colocado em julho de 2011 . Desde então, era cuidado e monitorado por voluntários.

Foto: Reprodução/Premace.


 



Um pirarucu de aproximadamente 99 quilos e 1,87 metro de comprimento foi encontrado morto na Lagoa de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, no sábado (5). O animal estava no local desde 2011 e se tornou parte da memória ambiental do município.

A morte foi comunicada pela Associação de Preservação do Meio Ambiente do Ceará (Premace). O animal havia sido colocado na lagoa por Carlos Mariano, funcionário público e coordenador da entidade, em ações relacionadas à Semana do Meio Ambiente.

Segundo Mariano, dois peixes foram introduzidos na lagoa em 5 de julho de 2011 para servir como uma espécie de cartão-postal de Aquiraz. Desde então, o pirarucu era monitorado por voluntários da associação.

Quando foi encontrado morto, o animal tinha uma peça de roupa semelhante a uma canga de crochê presa à região da boca. A principal hipótese é que ele tenha confundido o material com alimento e tentado ingeri-lo.

O caso reforça o alerta sobre os riscos do descarte inadequado de roupas, plásticos e outros resíduos em ambientes aquáticos. Esses materiais podem ser confundidos com alimentos, além de provocar ferimentos, obstruções e aprisionamentos.

Tentativa de resgate

Mariano afirma que a canga já estava presa ao peixe na quarta-feira (2). Na ocasião, ele tentou retirá-la com a ajuda de uma equipe, mas o animal conseguiu escapar.

De acordo com o coordenador da Premace, foram feitas três tentativas de resgate, com participação da brigada florestal, bombeiros e pescadores profissionais. Apesar das ações, o peixe não pôde ser retirado da água.

“É uma tristeza inconsolável”, lamentou Mariano. Segundo ele, a associação só recebeu a notícia da morte do pirarucu no sábado (5).

O animal está armazenado em um freezer desde então para a realização do processo de taxidermia, popularmente conhecida como empalhamento. O procedimento começa nesta segunda-feira (7), com acompanhamento de veterinários.

A intenção é preservar o exemplar e levá-lo para um museu, onde poderá ser utilizado em ações de conscientização e educação ambiental.




(Diário do Nordeste)

Postagens mais visitadas do mês