Um homem foi preso, nesta terça-feira (13), suspeito de matar duas irmãs em Tauá. As vítimas foram retiradas à força de casa e levadas por criminosos que fingiram ser policiais. O suspeito foi identificado como Antônio Wellington Alves Pires, de 27 anos. Ele foi capturado no mesmo município.
As irmãs foram encontradas mortas, com marcas de tiros, na manhã desta terça-feira, na comunidade de Angicos, em Tauá, no interior do Ceará. Elas foram levadas da casa onde moravam, em Arneiroz — município vizinho —, por quatro criminosos em um carro.
Foram mortas as duas irmãs, que tinham 15 e 17 anos. A mais nova tinha passagem pela polícia por ato infracional análogo ao crime de furto. Elas estava morando na casa dos avós, em Arneiroz, a 44 quilômetros de distância do município onde os corpos delas estavam.
Antônio Wellington responde por tráfico de drogas. Ele foi conduzido à Delegacia Municipal de Arneiroz, onde foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, permanecendo à disposição da Justiça.
A Secretaria da Segurança pública disse que segue com as diligências em andamento com o objetivo de identificar e capturar outros suspeitos de envolvimento com o crime.
Os corpos das jovens foram abandonadas sem vida em uma área de mata, na zona rural de Tauá. A confirmação sobre a localização do corpo das vítimas foi feita ao g1 por uma fonte policial da cidade.
A Secretaria da Segurança informou que equipes da Polícia Militar e da Perícia Forense foram acionadas para a ocorrência, que está em andamento.
Como criminosos levaram as irmãs
O g1 apurou com fontes policiais que quatro criminosos chegaram à casa das vítimas, na localidade de Cachoeira de Fora, utilizando um carro branco. Eles exigiram a presença das jovens e alegaram que eram policiais.
Os criminosos renderam as duas jovens e prenderam as mãos delas usando abraçadeiras de nylon. Antes de sair da residência, eles assumiram para a família das vítimas que não eram policiais e que iriam matar as duas mulheres.
As irmãs passaram a morar na casa dos avós, na localidade de Cachoeira de Fora, após se envolverem com membros de uma facção criminosa, conforme as fontes policiais.
(G1/CE)
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