Criminosos trocaram tiros de fuzil
durante cerca de três horas nas favelas Gereba, Rampa e do Boi, no
Jangurussu, contra oponentes da comunidade Babilônia, no Barroso, após
morte de comparsas no presídio CPPL 2.
Uma intensa troca de tiros entre
bandidos das facções Guardiões do Estado (GDE) e Comando Vermelho (CV),
causou pavor aos moradores de quatro comunidades dos bairros Jangurussu e
Barroso, na zona sul de Fortaleza, durante a madrugada desta
sexta-feira (27). Foram, pelo menos, três horas de disparos de armas de
grosso calibre – incluindo fuzis – que deixaram a população acordada. A
morte do integrante de uma das facções teria gerado o conflito. A
Polícia não apareceu na área.
O tiroteio intenso envolveu bandidos do
CV e da GDE das favelas Gereba, Rampa e do Boi contra criminosos
alojados na comunidade Babilônia. O conflito começou por volta de 3
horas da manhã e se estendeu até por volta das 6 horas, conforme
denunciaram os moradores.
O motivo do conflito teria sido a morte
do bandido identificado como Igor Menezes Nunes, 22 anos, conhecido por
“Igor Bocão” ou “Igor Babilônia”, um dos chefes de uma das facções que
dominam a área do Barroso II. Ele foi assassinado na madrugada de
quinta-feira numa das celas da Casa de Privação Provisória da Liberdade
Professor Clodoaldo Pinto, a CPPL 2, no Complexo Penitenciário de
Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Vingança
A morte de “Igor Babilônia” teria sido
uma retaliação da facção GDE, já que no dia anterior, um membro do CV,
Davi Lameu de Souza Neto, 45 anos, foi assassinado depois de sofrer
torturas também na CPPL 2. Os assassinos chegaram a arrancar os olhos de
Davi e fotografaram os órgãos nas mãos de um dos matadores. As imagens
foram postadas pelos assassinos nas redes sociais.
Até o momento, a Polícia não revelou se houve mortos ou feridos nos confrontos da madrugada.
Via Cearanews7



