Você está em: REGIONAL // Notícia de Fagner Freire // 23 de junho de 2018

 
Sobral. Foi para perder a timidez e fazer amigos que o estudante Willen Benício Ehrick, 15, passou a frequentar a Estação da Juventude de seu bairro, Cohab I, na periferia desta Cidade da região Norte do Ceará. Ex-aluno de basquete, o rapaz resolveu tentar novas possibilidades de mexer o corpo e manter o condicionamento físico.

Para aproveitar bem mais o tempo de ociosidade, Willen trocou as quadras e a bola pelas atividades de caratê, teatro e dança. Uma mudança que ele considerou radical e necessária.

"Eu aproveitei a chegada da Estação ao meu bairro para sair um pouco da minha zona de conforto. Meu tempo para o lazer era quase todo empregado em jogos de computador. Aquilo estava me deixando sem energia e muito preso em casa. Além da alegria de estar aqui, minhas notas da escola melhoraram muito, sem contar que me tornei uma pessoa mais aberta para novas amizades e mais feliz também ", conta o rapaz, que frequenta a Estação da Juventude já há quase dois anos.

Diversão

A experiência de se sentir mais integrada, também atraiu a atenção da autônoma Francilene Mendes, 48. O tempo, sempre dedicado ao atendimento de clientes na lojinha montada em sua casa e também nos afazeres domésticos, a impedia de fazer o que mais gostava que era dançar. Para exorcizar de vez a vida sedentária, primeiro, Francilene se integrou ao grupo de caminhada matinal, que percorria cedo da manhã algumas ruas do seu bairro.

Aos poucos, "o próprio corpo foi pedindo mais exercícios. Então, fui desejando não ficar mais parada e acrescentei a dança, no caso, a Zumba, que tem feito muito bem à minha saúde. A turma é bem integrada, e sempre tem gente nova nas aulas abertas. O tempo ficou um pouco mais apertado para dar conta do trabalho, mas o prazer de estar aqui não tem preço", explica, feliz, a moradora do mesmo bairro de Willen, considerado entre os de grande vulnerabilidade social da cidade.

Atendimentos

"No mês de maio, contabilizamos 1.704 atendimentos de pessoas de idades variadas, pois a ideia é alcançar a comunidade como um todo. Temos o projeto Estação das Artes, que amplia esses serviços em outros territórios mais vulneráveis, com um trabalho descentralizado, realizado até em escolas", explica Eremilda Rodrigues, diretora da Estação da Juventude da Cohab I, sobre as ações realizadas pelo equipamento, inaugurado em dezembro de 2016. As atividades vão das 8 às 22 horas, de segunda a sexta-feira, e, quando necessário, se estende aos fins de semana.

Linhas de atuação

Instaladas nos bairros Novo Recanto, Cohab I, Nova Caiçara e Tamarindo, as Estações da Juventude elaboram uma série de estratégicas para levar aos jovens, de 12 a 29 anos, políticas e programas que garantam seus direitos e os auxiliem na emancipação, participação social e autonomia, considerando cada história, cultura e potencialidade das pessoas que habitam as áreas atendidas.

Além de ampliar o acesso desses jovens, os equipamentos criam redes de suporte, em especial para aqueles que vivem em situação de risco, oferecendo, também, ações que desenvolvem políticas para juventude, por meio de conexões sociais e geração de novos serviços. Entre eles, está o Acolhimento, com inserção na programação da Estação ou nos projetos envolvidos na cidade para os jovens.

Mais ações

Na Programação Contínua, as atividades são realizadas diariamente com instituições parceiras, grupos juvenis de caráter cultural, esportivo e outros, com o intuito de tornar o espaço um lugar de referência para a todos.

"Temos, ainda, a Programação Formativa, que trata das potencialidade e gera oportunidades para a juventude, com foco na formação profissional e cidadã. Essas atividades, geralmente, contam com grande procura por parte dos jovens, com foco no mercado de trabalho", ressalta Fernanda Matias, que é a coordenadora das Estações da Juventude de Sobral.

"A Estação da Cultura mobiliza ações de formação e serviços em arte e cultura, sendo estabelecida a partir das demandas e especificidades de cada território, e a Noite Cultural, apresenta os talentos artístico vocacionais de cada comunidade", complementa a coordenadora.

Integração

Para fortalecer o convívio comunitário e estreitar mais ainda o canal entre os gestores públicos e os moradores dos bairros, a estrutura trabalha, ainda, o eixo da Comunidade Participativa, que tem como matriz o Comitê Gestor local, além dos serviços ofertados mensalmente à comunidade.

Entre eles estão a formação básica em hip hop, capoeira, danças urbanas, percussão e violão; a realização de diversos círculos de diálogos sobre bullyng, redução de danos, protagonismo juvenil; bate-papo sobre Meio Ambiente, trânsito seguro, sustentabilidade; além de oficinas de geração de renda, serviço de convivência e fortalecimentos de vínculos e inscrições em cursos profissionalizantes.




Diário do Nordeste
Caderno: REGIONAL
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