Você está em: CEARA // Notícia de Anselmo // 29 de abril de 2019

 
 
A Vara de Delitos de Organizações Criminosas decidiu que Girlan Araújo Santos e Everaldo Moreira da Silva devem continuar presos. A dupla é acusada de participar da tentativa de assalto a banco que resultou na 'Tragédia em Milagres', ocorrida no dia 7 de dezembro de 2018 e que resultou no assassinato de 14 pessoas.
Conforme informações publicadas na edição do Diário da Justiça do Ceará, na última terça-feira (23), foram negados os pedidos de liberdade provisória requeridos pelas defesas de Girlan Santos e Everaldo Silva. O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) se posicionou contrário às solturas alertando que os crimes imputados a eles eram graves e com necessidade da permanência das prisões.
Conforme o parecer do órgão acusatório, as investigações mostraram que Girlan Araújo e Everaldo Moreira participavam da organização criminosa especializada em roubos a bancos, responsável por tentar atacar dois prédios na cidade do interior do Estado, no fim do ano passado. Sobre a manutenção da prisão de Girlan Santos, o MP ressaltou o apoio dele ao resgate dos assaltantes em fuga.
Em fevereiro, uma mulher também denunciada por participar do grupo responsável pelos ataques a banco em Milagres conseguiu habeas corpus. O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) atendeu ao pedido da defesa de Geronilma Serafim da Silva, 45, e transformou a prisão preventiva em domiciliar. A decisão foi amparada pela modificação do Código de Processo Penal, que preconiza a substituição da prisão preventiva por domiciliar para mulheres grávidas ou responsáveis legais por menores de idade em situações nas quais não tenha cometido crime com violência ou grave ameaça à pessoa, nem cometido crime contra o filho ou dependente. Geronilma é a responsável legal pela neta, de seis anos.
Participações
Girlan Santos foi capturado ainda em 7 de dezembro de 2018, entre as cidades de Missão Velha e Abaiara. Conforme o MP, o homem foi abordado por policiais militares enquanto estava dentro de um veículo que seguia rumo a Milagres para resgatar parte dos assaltantes escondidos em um matagal. Já Everaldo Silva se apresentou na Delegacia de Brejo Santo, depois de começar a ser procurado.
Dos 14 mortos na tentativa de assalto, oito eram suspeitos e seis reféns. As vítimas teriam sido mortas por tiros de fuzil disparados pelos policiais militares. O Grupo de Atuação de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) denunciou a quadrilha pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte). Já o Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc), do MP, conclui uma denúncia sobre a participação dos PMs no episódio.
Diário do Nordeste  Online
Caderno: CEARA
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