Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 23 de junho de 2020


Uma ramificação de Fortaleza para os municípios do interior. Essa é a visualização básica da pandemia do novo coronavírus no Ceará, que se espalhou pela Região Metropolitana da Capital; nas últimas semanas, ganhou força na Região Norte e, agora, também avança no Centro-Sul do Estado. Especialistas em Saúde Pública e autoridades apontam que a interiorização da doença era um fenômeno epidemiológico esperado e teve na mobilidade rodoviária um fator importante de disseminação.

Dados da plataforma IntegraSUS confirmam a expansão da doença pelo Estado. Em 22 de março, 79,6% dos casos se concentravam na Capital. Ao longo da pandemia, essa porcentagem diminuiu. Em 22 de abril, eram 69,5%; um mês depois, 42,7%. Nesta segunda-feira (22), o índice caiu para 35%, ou seja, apenas um em cada três casos confirmados no Ceará foi registrado em Fortaleza.

Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), todas as Áreas Descentralizadas de Saúde (ADS) apresentaram incremento na incidência de casos confirmados na última semana, com destaque para as regiões de Iguatu (78%), Juazeiro do Norte (61,8%), Crateús (52,5%) e Crato (43,6%). O painel de monitoramento do Comitê Científico do Consórcio Nordeste expõe que, no Ceará, as cidades com aumento de casos nos últimos dias foram Iguatu, Juazeiro do Norte, Barroquinha, Baturité e Quixadá.

Reprodução

A Sesa aponta ainda que o número de reprodução da doença - cálculo da média de pessoas infectadas a partir de um caso - está abaixo de 1,0 no Ceará, mas no Litoral Leste e Jaguaribe, Sertão Central e Cariri, está em torno de 1,0, "o que pode significar manutenção das cadeias de transmissão e consequente continuação da epidemia".

A Região Norte, por exemplo, viu um incremento de casos e de ocupação de leitos desde o fim de maio que levou ao lockdown em Sobral, Camocim, Acaraú e Itarema. O último decreto do Governo do Estado manteve a medida em Sobral por mais sete dias.

Na observação do médico internista e professor universitário Maycon Fellipe da Ponte, o fluxo rodoviário "intenso" entre Fortaleza e Sobral contribuiu para a dispersão da Covid-19 na área. "Estimamos que, hoje, Sobral vive mais ou menos o que Fortaleza vivenciou há duas semanas. Além desse fluxo, também temos muitos pacientes de outros municípios da macrorregião onde as medidas de isolamento não são tão rigorosas", aponta.


(Diário do Nordeste)
Caderno: CEARA
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