Você está em: CEARA // Notícia de Anselmo // 23 de agosto de 2020

Robson Vasconcelos, um dos suspeitos presos pela morte de Jefferson de Brito ( 14), confessa que espancou a vítima com pau e tijolo, mas nega ter atirando contra o garoto; Não há indícios de envolvimento do coroinha com o crime organizado 




A motivação da morte do coroinha Jefferson de Brito, de 14 anos, permanece sendo investigada pela Polícia Civil. Em depoimentos, suspeitos de participar do crime indicaram que o coroinha teria três cortes na sobrancelha, símbolo que faz referência à facção criminosa Guardiões do Estado (GDE). A região da Barra do Ceará onde o homicídio aconteceu é, segundo os investigados, dominada pelo Comando Vermelho (CV).

Em depoimento prestado pelo preso Robson Vasconcelos, o suspeito confessa ter espancado o adolescente. No interrogatório, Vasconcelos teria dito aos policiais que o espancamento teve início porque o adolescente havia tentado roubar o celular de uma mulher.

Robson contou que durante intervalo do trabalho saiu para comprar um lanche e no caminho presenciou tentativa de assalto contra uma mulher que caminhava pelo calçadão da Vila do Mar. Segundo Vasconcelos, ele quis se vingar do assaltante e começou a desferir golpes.

O suspeito disse aos investigadores que arrastou o adolescente até uma viela e lá percebido que a vítima tinha três cortes na sobrancelha, o que teria relacionado à facção. O suspeito teria pegado um tijolo e pau e continuado as agressões. Não há até agora nenhum registro que indique o envolvimento do coroinha com o crime organizado

Robson ainda afirmou que saiu do local sabendo que tinha deixado a vítima em estado grave, mas não disparou tiros. Na volta ao local de trabalho, em um box de venda de peixes no Vila do Mar, disse ao patrão que havia cometido uma besteira. Horas depois teria recebido informação que cinco homens dispararam contra o adolescente.

Comoção

A morte do coroinha gerou comoção e repercussão. A avó da vítima disse que o neto foi assassinado quando voltada de uma aula de capoeira. Um vizinho da vítima, que optou por ter sua identidade preservada, contou ao Sistema Verdes Mares que conhecia Jefferson desde criança.

"Era uma criança tão especial e a família está toda revoltada, porque ele era um menino que nem juízo ele tem e fizeram essa maldade com ele. Ele era coroinha aqui da paróquia há muito tempo, ele estudava, fazia capoeira e sempre ia pra lá. Quando ele chegava do lava-jato, ia entregar os panfletos da pizzaria, tudo para ajudar a avó dele, e aconteceu isso", disse o vizinho.

O entrevistado disse não saber o porquê do crime, no entanto, ouviu dizer que o adolescente havia cortado o cabelo há poucos dias e feito três listras na cabeça: "Parece que foi por causa dessas três listrinhas que mataram ele, por causa dessas coisas de facção de três, de dois, disseram que foi isso. Aqui é muito perigoso", contou afirmando ter divisão de territórios de facções rivais dentro do bairro.

Até este domingo (23), quatro suspeitos foram presos de participar da morte do adolescente. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou apenas o nome de Robson Vasconcelos.




Diário do Nordeste
Caderno: CEARA
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