Você está em: NACIONAL // Notícia de Fagner Freire // 9 de setembro de 2020



Além do Setembro Amarelo, conhecido pela prevenção ao suicídio, esse mês também há realizações de campanha para o Setembro Verde, para consientizar pessoas para doar órgãos. Atualmente, o Brasil tem 40 mil pessoas na fila de doação que, em muitos casos, esbarra na negação das famílias.

O Brasil é líder mundial em número de transplantes, mas mesmo assim o número de doadores ainda é baixo por conta da resistência das famílias em autorizar a doação.

A pandemia do novo coronavírus tem causado diversas alterações na área da saúde. No Brasil, por exemplo, o número de doadores de órgãos caiu 6,5% no primeiro semestre de 2020 em relação ao ano anterior, segundo dados levantados pela Associação Brasileira de Transplantes (ABTO).

Um dos principais motivos para a queda está ligado ao fato de que as vítimas da Covid-19 não podem ter seus órgãos oferecidos a um novo receptor por conta do risco de contaminação da doença.

Mas como ser um doador? De acordo com a médica nefrologista e professora do curso de Medicina, Polianna Lemos, doar órgão é simples. “O mais importante é conversar sobre o assunto com a família, manifestando seu desejo de doar. A família tende a respeitar o desejo do doador, sendo este o maior obstáculo que limita a doação”, ressalta.

Existem dois tipos de doador: o doador vivo e o falecido. O primeiro pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. Ele pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial.

Já os doadores falecidos são pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), segundo informações do Ministério da Saúde.

Doe de Coração: um movimento pela vida
Durante todo o mês de setembro, a Universidade de Fortaleza (Unifor) realiza o movimento Doe de Coração, que visa a prática de ações que buscam conscientizar sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Para a 18ª edição, a coordenadora da campanha revela que a programação trará diversas atividades.

“Ações estratégicas acontecerão em diversos pontos de Fortaleza, atividades virtuais variadas como lives, vídeos, self points, seguindo todas as recomendações de segurança. O movimento distribuirá 5 mil blusas e máscaras entre alunos, professores e colaboradores firmando este compromisso em ampliar a doação de órgãos. Dia 27 de setembro será celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos que contará com o apoio do Movimento”, enfatiza Polianna Lemos.

Ainda segundo a coordenadora, as expectativas são positivas, mesmo diante dos desafios da pandemia. “Não só precisamos conscientizar as famílias, mas também os próprios receptores de órgãos, que estão temerosos de receberem um órgão contaminado pelo vírus”, finaliza.



(CNews)
Caderno: NACIONAL
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