Você está em: NACIONAL // Notícia de Fagner Freire // 7 de abril de 2022

 O ex-presidente brasileiro (2003-2011) Luiz Inácio Lula da Silva gesticula durante um fórum no Senado mexicano na Cidade do México em 3 de março de 2022. (Foto de ALFREDO ESTRELLA / AFP)(foto: ALFREDO ESTRELLA / AFP)

Ao participar de debate em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que toda mulher ter direito de fazer aborto no Brasil. Nas palavras do petista isso seria "uma questão de saúde pública". A declaração provocou reações negativas de figuras ligadas ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e da ala evangélica.

"Aqui no Brasil não faz (aborto) porque é proibido, quando na verdade deveria ser transformado numa questão de saúde pública, e todo mundo ter direito e não ter vergonha. Eu não quero ter um filho, eu vou cuidar de não ter meu filho, vou discutir com meu parceiro. O que não dá é a lei exigir que ela precisa cuidar", disse Lula na terça-feira, 5.

As mulheres pobres são as que mais padecem com a proibição do aborto no país, segundo Lula, por não terem acesso a procedimentos seguros. "Aqui no Brasil, as mulheres pobres morrem tentando fazer aborto, porque é proibido, o aborto é ilegal", disse Lula, afirmando que mulheres com alto poder aquisitivo conseguem realizar o método fora do Brasil.

O petista afirmou ainda que a "pauta da família" é muito atrasada, e "autorizada por um homem que não tem moral para fazer isso". "Essa pauta da família, pauta dos valores, é uma coisa muito atrasada, e ela é autorizada por um homem que não tem moral pra fazer isso. Ele não cuidou dos filhos deles", disse se referindo a Bolsonaro. "A sociedade evoluiu muito, os costumes evoluíram muito e precisamos ter coragem para fazer esse debate".

O deputado federal Marcos Feliciano (PL), foi uma das personalidades ligadas ao bolsonarismo que se manifestou criticamente contra as afirmações de Lula. “Acredito que pela 1ª vez vi o Lula de quem sempre falei! Lula para maiores! Apoiando o aborto e convocando os seus para intimidarem parlamentares contrários ao seu comunismo! O ex-rei ficou nu!”, escreveu Feliciano em rede social.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), chamado pelo presidente de filho "Zero Três", também criticou as palavras ditas pelo petista. "Lula não está pensando em eleição num país cristão que respeita a propriedade privada".

Damares Alves (Republicanos) agora ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos no governo Bolsonaro, repercutiu o posicionamento de Lula nas redes sociais. "a pauta do ex-presidente sempre foi a cultura da morte". Damares desfrutou da oportunidade para fazer um contraponto entre as duas lideranças políticas. "Nas próximas eleições nossas escolhas serão: vida protegida desde a concepção x morte de crianças inocentes". O senador Flávio Bolsonaro, o filho "Zero Um" de Bolsonaro republicou a postagem de Damares Alves.

Quem também usou da ocasião para fazer críticas a Lula foi o ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Podemos). "Ninguém tem o direito de tirar a vida de um bebê, dentro ou fora da barriga", disse.

 

 

(O Povo)

Caderno: NACIONAL
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