Alcântaras registra tremores de terra pelo segundo dia seguido, no Ceará

Alcântaras, no Ceará, registra tremores de terra pelo segundo dia seguido. — Foto: Labsis/UFRN 

A cidade de Alcântaras registrou dois tremores de terra pelo segundo dia seguido, na região norte do Ceará. Os eventos deste domingo (7) foram registrados pelo Laboratório de Sismologia da UFRN (LabSis).

Os registros também foram notificados pelo coordenador de Defesa Civil de Sobral, Rinaldo Nogueira, que está na serra próximo à área epicentral dos tremores, que atingiram magnitudes de 1,3 e 1,4.

Na madrugada e manhã deste sábado (6), dois tremores de terra também foram registrados no município

Segundo Rinaldo Nogueira, os eventos foram sentidos e ouvidos por moradores da região da Serra da Meruoca e também no município de Sobral.. De acordo com o LabSis, o primeiro registro ocorreu por volta das 4h54 e teve magnitude preliminar calculada em 1,7. Já o segundo ocorreu às 6h17 com a magnitude preliminar de 1,6. 

O último evento de tremor registrado no estado ocorreu no dia 5 de julho, no município de Meruoca, Região Norte. O evento, sentido por moradores das localidades de Meruoca, Alcântaras, Sobral e Jordão, teve sua magnitude preliminar calculada em 1, 7.

Causa dos tremores

Tremores de terra são comuns no Ceará. Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN, os tremores ocorrem devido a fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica. As fossas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que ligam a América do Sul ao continente africano. Os tremores também podem estar relacionados à atividade sismológica das placas tectônicas.

Desde 2008, a atividade sísmica da região é monitorada pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O mais forte tremor registrado na região foi também em Sobral, em 2009, e chegou a 4,3.

Esse tremor causou rachaduras em estruturas de concreto e derrubou móveis em residências e comércios. O tremor atingiu uma área de 200 quilômetros de raio e chegou a afetar cidades do litoral cearense, como Fortaleza. 

 

G1

 

 

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