
Ceará tem aumento de 797 casos de dengue em uma semana.
No último boletim epidemiológico, o Ceará contabilizava 5.347 confirmações da doença em 2026.
Agora, o número subiu para 6.114 casos.
Cenário é resultado do aumento das notificações em municípios das regiões Norte, Litoral Leste e Vale do Jaguaribe.
Dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) mostram que o Estado registrou um aumento de 797 casos confirmados de dengue em uma semana. No último boletim epidemiológico divulgado no sábado passado, 4, o Ceará contabilizava 5.347 confirmações da doença. Agora, o número subiu para 6.114 casos.
De acordo com a pasta, o atual cenário epidemiológico é resultado do aumento das notificações em municípios das regiões Norte, Litoral Leste e Vale do Jaguaribe.
Até a semana epidemiológica 26, finalizada no sábado, 4 de julho, foi registrado um predomínio de circulação dos sorotipos 1 e 2 da dengue no Ceará. Ao todo, foram confirmados nove casos do sorotipo 1, 11 do sorotipo 2 e um do sorotipo 3.
Último boletim epidemiológico
O boletim epidemiológico mais recente, referente à última semana epidemiológica encerrada no sábado, 4, apontou um aumento de 9,3% no número de casos confirmados de dengue no Ceará em 2026. O total de registros já supera os 4.892 casos confirmados em todo o ano de 2025.
Em relação aos óbitos, até o esta semana, 2026 contabiliza dez mortes provocadas pela doença, ante os três óbitos registrados em 2025.
O município de Tianguá lidera o número de casos confirmados, com 660 registros, seguido por Sobral, com 658, e Fortaleza, com 370 casos.
Sintomas da doença
Os principais sintomas da doença incluem febre alta, dores de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Eles costumam aparecer de 4 a 10 dias após a picada do mosquito Aedes aegypti.
Em sua forma mais leve,
conhecida como dengue clássica, os sintomas mais comuns são febre alta e
repentina, dores de cabeça intensas, dor atrás dos olhos, dores fortes
nas articulações e nos músculos.
Já em sua forma mais grave, entre o 3º e o 7º dia da doença, podem surgir sinais de alarme que indicam a evolução para a dengue grave ou hemorrágica. Entre eles: dores de barriga intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos, sonolência excessiva, irritabilidade e queda de pressão ou tontura ao levantar.
A Sesa orienta que, ao surgirem esses sinais, a população deve procurar uma unidade de saúde para avaliação e início do tratamento clínico.
Medidas de prevenção
A Sesa orienta que a população redobre os cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti e, em caso de sintomas característicos da dengue, procure atendimento médico o mais rápido possível.
Como o mosquito se reproduz em água parada, a recomendação é eliminar possíveis criadouros, armazenando ou descartando corretamente vasos de plantas, pneus, garrafas e qualquer outro recipiente que possa acumular água.
Além disso, a Secretaria reforça a importância de permitir a entrada, nas residências, dos agentes de combate às endemias devidamente identificados. Esses profissionais realizam inspeções, orientam os moradores e, quando necessário, adotam medidas de controle para reduzir a proliferação do mosquito.
Para intensificar o enfrentamento ao mosquito, a Sesa afirma que desenvolve uma série de ações em parceria com os municípios cearenses. Entre as iniciativas estão a aplicação de fumacê em cidades com maior incidência da doença, a capacitação de profissionais de saúde para auxílio clínico dos pacientes, além do apoio à execução de planos de contingência.
O Povo


