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O pai da criança, Sandro Figueiredo, é o responsável pela denúncia e contou ao g1 que registrou o caso na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV).
Nas redes sociais, Sandro acusou o servidor, que aparece em documentos oficiais da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) como inspetor, de ter aliciado sua filha para um encontro na praia, "para jogarem futevôlei".
"Ele estava convidando a minha filha, de 12 anos de idade, que estava praticando esporte, pra jogar futevôlei com ele na praia sozinho, jogar altinha na praia, mandava fotos temporária, visualização única pra minha filha. Esse ato de convidar uma criança pra jogar futevôlei na praia sozinho isso é crime previsto no artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente", explicou Sandro.
Segundo o Sandro, o policial tinha o costume de apagar as mensagens após o envio.
"Mandava mensagens de visualização temporária, aliciando a minha filha, uma criança de 12 anos de idade. Minha filha não tem corpo, não tem rosto, não tem jeito de adulto, tem o corpo, rosto e jeito de criança. Isso é transparente como a mais pura das águas cristalinas. E ele estava aliciando", completou.
“Registrei o caso na DCAV e já foi pra Vara Especializada em Crimes contra Crianças e Adolescentes, a Veca. O juiz mandou pro Ministério Público. O Ministério Público concordou com as cautelares e já existe a decisão judicial favorável. Foi essa decisão que me comunicaram”, acrescentou Sandro.
A Seppen informou que "a Corregedoria instaurou sindicância para apurar a denúncia, no que tange às medidas administrativas cabíveis, e enviou ofício de comunicação ao Ministério Público. No âmbito criminal, a investigação está a cargo da Polícia Civil."
A secretaria reforçou que não compactua com desvios de conduta ou crimes cometidos por seus servidores.
O g1 entrou em contato com o MP e aguarda retorno.
G1


