Você está em: CEARA // Notícia de Fagner Freire // 31 de janeiro de 2022

 


Um pinto nasceu com quatro pés no distrito de Itapebussu, zona rural de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O dono do animal, Francisco Oliveira, informou que percebeu a diferença na última sexta-feira (28), quando soltou os bichos que estavam chocando em um galinheiro.

“Quando eu soltei eles do galinheiro onde eles estavam chocando, eles começaram a andar e eu notei que um dos pintos estava diferente, aí eu fui ver de perto e o bicho estava com quatro patas”, lembra o agricultor.

A bióloga Vanessa Silva analisou o vídeo a pedido do g1 e informou que o caso não é comum, mas já é algo documentado, que se chama polimelia. “É muito relacionada a gêmeos siameses, mas não é algo normal de forma alguma”, explica Vanessa.

“Pode ocorrer por conta de consanguinidade, ou seja, é cópula entre parentes, ou também por fatores nutricionais, injeção de drogas, enfim, que vai alterar e gerar essa anomalia no pintinho”, explica a bióloga, que é mestranda em ciências médicas na Universidade Federal do Ceará.

Francisco mora com a esposa em uma casa onde ambos criam várias galinhas. O agricultor disse que não levou o animal a nenhum especialista, como médico veterinário ou biólogo, porque mora em uma zona rural onde não há oferta desse tipo de serviço.

“Se for caso de gêmeos siameses, como a poliomelia já está associada, o que aconteceu ali foi que um filhote começou a se desenvolver, mas não completou o processo de desenvolvimento e aí o outro se desenvolveu, o que acabou deixando só os dois pezinhos de fora”, complementa Vanessa. 

Apesar da anomalia, o animal aparenta estar bem, conforme o agricultor. “Ele está bem, está comendo normal, está acompanhando a galinha. Não sei se ele vai sobreviver, mas ele está caminhando junto com os outros. Nós vamos criando ele conforme dá para criar”, explica Francisco.

Ele disse que é a primeira vez que acontece um caso desse tipo na criação de galinhas que ele possui. O fato inusitado pegou o agricultor de surpresa, e ele ainda não deu um nome ao animal, mas já possui uma ideia. “Se tiver nome mesmo vai ser quatro patas, já que ele é diferente dos outros”, comenta o agricultor.

Para Vanessa, os membros excedentes não devem afetar a sobrevivência do animal. “Tem casos desses pintinhos que já chegaram à vida adulta. A única coisa que vai de fato atrapalhar provavelmente é a cópula, porque ele não vai conseguir se acoplar e injetar de forma correta os espermatozoides porque tem dois pés a mais”, avalia a bióloga. 

 

(G1/CE)

Ela informa ainda que, após análises corretas, pode até ser feito um procedimento de amputação dos membros a mais.

 

Caderno: CEARA
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